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Se tivéssemos que sintetizar e responder em poucas linhas a questão do título deste texto, não teríamos dúvidas, diríamos que educação de qualidade é aquela que garante ao cidadão acesso, compreensão e uso das possibilidades a ele concedidas pelo conhecimento, de forma crítica, cidadã, ética e fraterna.
Nesse sentido, cremos ser de grande valia analisar alguns dos termos-chave desta síntese, a princípio pela própria expressão "educação de qualidade", que pode ser entendida, para início de conversa, como redundante, apesar de bastante necessária. O acréscimo do vocábulo "qualidade", definido no dicionário Aurélio como sendo a "propriedade" atributo ou condição das coisas ou das pessoas, que as distingue das outras e lhes determina a natureza ou ainda como aquilo que define padrões de "superioridade, excelência" para alguém ou algo deveria ser inerente, ou seja, entendido como característica presente ou, no mínimo, almejada para a educação.
Infelizmente, não é isso que acontece. Quando falamos simplesmente de "educação" não agregamos a este conceito, a princípio, como dado permanente e presente, ou ao menos esperado, a idéia de prática virtuosa, superior. Ou seja, EDUCAÇÃO e QUALIDADE não são palavras que entendemos como irmãs, emparceiradas e unidas de forma indissolúvel. Ao menos não até o momento. Por isso utilizamos como distintivo a expressão "educação de qualidade". Há, portanto, em nosso horizonte, "educação" e "educação de qualidade".
O que esperamos é que isso venha a acontecer, de tal modo que, ao falarmos em educação num futuro indefinido, que esperamos bem próximo, já concebamos tal ação ou área de atuação como sendo de "QUALIDADE", ou seja, de alto nível.
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