As mudanças decorrentes do Novo Acordo Ortográfico ainda não foram de todo assimiladas por muitos dos usuários da língua. De modo geral, a maioria das pessoas conseguiu fixar a lição que ensina a separar por meio do hífen as vogais idênticas (a última do prefixo e a primeira da palavra subseqüente).
Assim, ao que tudo indica os falantes já vão se acostumando a novas grafias, como “micro-ônibus”, “micro-ondas”, “anti-inflamatório” etc... Ocorre, entretanto, que a regra não se aplica aos prefixos monossilábicos, de modo que as palavras iniciadas por “re-co-”, “pré-” e “pro-”, em sua maioria, não sofreram alteração. Vale dizer que não se usa o hífen em termos como “reestruturar”, “reeleição”, “reerguer”, “cooptar”, “coordenar”, “coorganizar”, “cooperar”, “preexistente”, “preencher”, “preestabelecer”, etc...
Por outra, não se confundam as palavras iniciadas por “pré-“. O prefixo tônico (forma acentuada) separa-se por hífen de todo e qualquer termo posterior dos prefixos “pré-“ (átono) e “pré-“ (tônico) não se modificou com a reforma ortográfica.
Acompanhe o texto inicial, corrigido:
Segundo Rosely Boschini, o propósito da CBL, ao organizar o congresso, é “preparar a indústria para que a convivência (entre as mídias de papel e digital) seja pacífica” e quebrar resistências quanto a investimentos no novo modelo.